quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um Olhar Crítico Sobre: O Sentir-se Bem, e Religião.

          De tempos em tempos coloco aqui palavras que leio Daquele Que É O Princípio Amoroso. O Que É, Foi, E Sempre Será, A Energia Que Nos Sustenta.
          Essas palavras estão contidas no livro Conversando Com Deus, de Neale Donald Walsh.
          Hoje, quando abri o livro, li algumas Considerações Divinas sobre como educar nossos filhos. Como todas elas desenvolvidas neste livro, também essas calam fundo, também são espiritualmente cristalinas. Falarei hoje, ou melhor, farei uma transcrição sobre o dito por Ele com relação à religião e o sentir-se bem:
        (...) “Sentir-se bem” é o modo de a alma gritar: “É assim que eu sou”!
        Você já esteve em uma sala de aula em que o professor fazia chamada, e quando seu nome era dito você tinha que dizer “presente”?
        “Sentir-se bem” é o modo de a alma dizer “presente”!
        Agora, muitas pessoas estão ridicularizando toda essa idéia de “fazer o que o faz sentir-se bem”. Dizem que esse é o caminho para o inferno “(que sabemos não existe)”. Contudo Eu digo que é o caminho para o “céu”.
        É claro que depende muito do que você diz que “o faz sentir-se bem”. em outras palavras, que tipos de experiências o agradam? Contudo, Eu lhe digo que nenhum tipo de evolução ocorreu através da negação. Se você evoluir, não será porque conseguiu negar-se as coisas que “o agradam”, mas porque se permitiu esses prazeres – e encontrou algo ainda superior. Por que: como você pode saber que algo é “superior” se nunca experimentou o “inferior”?
        A religião desejaria que você aceitasse o que ela tem a dizer em relação a isso. É por esse motivo que todas as religiões em última análise fracassam.
        Por outro lado, a espiritualidade sempre será bem sucedida.
        A religião lhe pede para aprender com a experiência dos outros. A espiritualidade exige que você busque a sua própria.
        A religião não suporta a espiritualidade, porque a espiritualidade pode levá-lo a uma conclusão diferente de uma determinada religião – e isso nenhuma religião conhecida pode tolerar.
        A religião o incentiva a explorar o pensamento das outras pessoas, e aceitá-los como seus. A espiritualidade o convida a deixar de lado os pensamentos das outras pessoas e ter os seus.
        “Sentir-se bem” é o seu modo de dizer a si mesmo que seu último pensamento foi verdadeiro, sua última palavra foi sábia e seu último ato, de amor.
        Para perceber o quanto você progrediu, avaliar o quanto evoluiu, veja o que a faz “sentir-se bem”.
        Contudo, não procure forçar sua evolução – evoluir mais e mais rápido – negando o que o agrada, ou evitando-o.
        A negação de si mesmo é autodestruição.
        Mas saiba que o auto-ajuste não é negação de si mesmo. ajustar o próprio comportamento é uma escolha de fazer ou não algo baseado em sua decisão a respeito de quem é. Se você declara que respeita os direitos de outras pessoas, a decisão de não roubá-las ou estuprá-las não é uma “negação de si mesmo”. É uma afirmação de si mesmo. é por isso que diz-se que avaliação do quanto alguém evoluiu é o que faz essa pessoa se sentir bem.
        Se agir de forma irresponsável – comportar-se de um modo que você sabe que poderia prejudicar os outros ou causar-lhes sofrimentos – é o que o faz “sentir-se bem”, então não evoluiu muito.
        O segredo aqui é a consciência. e é tarefa dos mais velhos em suas famílias e comunidades criar e expandir essa consciência entre os jovens. De igual modo, é tarefa dos mensageiros de Deus aumentar a consciência em todas as pessoas, para que elas possam entender que aquilo que é feito para ou por alguém, é feito para ou por vocês todos – porque todos vocês são Um.
        Quando você parte de “todos nós somos Um”, é praticamente impossível achar que prejudicar os outros o “faz sentir-se bem”. O assim chamado “comportamento irresponsável” desaparece. É dentro desses parâmetros que os seres em evolução procuram experimentar a vida; que Eu lhe digo para permitir-se ter tudo que a vida tem a oferecer – e você descobrirá que ela tem mais a oferecer do que você imaginou.
        Você é aquilo que experimenta. Experimenta aquilo que expressa. Expressa aquilo que tem a expressar. Tem o que se permite ter. (...)

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Sentimento Da Amizade

        Ahhh... Minha juventude... 'Que saudade dos tempos que não voltam mais'!
        Com 16 anos eu saía no sábado com trocentas festas pra ir! Saía todo todo, cheiroso, com minha calça Lee (gostava mesmo é da Levi’s), que comprava na terça e lavava trocentas vezes em quatro dias, pra desbotar a bendita pra depois tacar ela na máquina de costura (eu mesmo!) e deixar ela justa e baixa...
        Saía umas 8 da noite, ía na primeira festa, na segunda, na terceira... A uma da matina eu já tava na sexta, mas queria mais! Pensando bem, nem eu mesmo sei que porra que eu queria. Sei sim... Na verdade, eu pensava encontrar um grande amor..., o amor da minha vida se possível. Não encontrando ia pra sétima, que já tava uma bosta. Não tinha carro, então fazia essa maratona a pé, às vezes só, às vezes acompanhado de outro infeliz.
       Pensando nisso agora, nem posso afirmar que era feliz e não sabia. Eu era um afobado ansioso.
Sabe, na verdade nem que fosse um masoquista assumido eu sentiria saudade desse tempo. Era muita babaquice prum rapaz só.
      Açambarquei 20% da babaquice dos adolescentes da época, acho que é por isso que tantos se deram bem: eram menos babacas que eu...
      Mas não estou aqui pra falar disso.
      Ganhei três camisetas, e uma polo branca, de meu cunhado. Chegando em casa, tirei-as da sacola e tive a sensação de estar ganhando algo de um irmão. Engraçado essa sensação. A roupa nem é tudo isso, e foi dada de uma maneira... prosaica; lembrei-me na hora também de outra pessoa (um amigo), que teve essa mesma idéia, e o coloquei nesta minha sensação, que se transformou em sentimento. Sei o que é ter um irmão, tive um durante cinqüenta e quatro anos; então, essas duas pessoas me fizeram sentir fraternalmente querido. Não exatamente pela roupa ganha, nem pelo ato em si, mas pelo significado que ‘eu’ senti: tipo ter um irmão de novo.
      Daí, comecei a pensar numa pessoa que conheci (mais) aqui: falando umas coisas, dizendo outras (mais seriamente), brincando de paquera, ouvindo-a, recebendo dela sentimento, conversando um dia sim, outro não, outro não, outro sim; estabelecendo enfim (prosaicamente ou nem tanto), uma amizade interessante. Não quero me referir à amizade ‘em si’ (que já é um milagre, como todas), mas, ao processo de descoberta pessoal que nos leva à ela, ou que ela nos traz. Tem lógica né: amizades são processos que nos amadurecem, vcs não acham?
       Continuando: algumas vezes houve silêncios nesta relação; mas palavras foram ditas, deixando esses silêncios, para trás. Talvez outros silêncios virão, mas a mente não pára de emitir, nem o coração de bater, o melhor portanto é sempre querermos bem; não àquela pessoa que não a vê, que tá em outra, mas a que tem uma idéia do que vc fala (no mínimo), e que percebe as inúmeras possibilidades de amar que você como pessoa traz em si. Falo de um amor universal, seria delimitador atrelar sentimentos a um determinado fim.
      Um viva aos encontros de almas que, como elementos químicos, se juntam para formar importantes substâncias (como o hidrogênio e o oxigênio), cuja união nos mata a sede e alegra a alma.
      Quanto às calças Lee que ajustei para desfilar minha romântica solidão, concluí que, como modelo era um péssimo alfaiate. (Rsrsrsrsrs!)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Linda Noite

          A de terça feira... (ontem). 
          Uma lua branca, prateada, iluminadamente redondinha, redondona, redonda. Por um bom tempo, de 85 a 2000, quando a via cheia no céu, pensava em minha mãe..., vai saber porque. Mainha ainda vem ao pensamento, mas hoje em dia é a beleza do universo em si que chama mais minha atenção.
          Fico abismado também pela reunião de pessoas tão criativas que acontece hoje nos blogs. Jamais pensei que houvessem tantas pessoas por aí com tanta riqueza para oferecer. Não é a toa que profetas vaticinam novos tempos. Dizem que temos que brilhar, na escuridão que por aí existe. Talvez seja a hora de se mostrar, de se dizer o que sentimos, de colocar-se perante si, de valorizar o próximo que está longe ou perto, que é conhecido ou não, que é bonito ou não..., que é mais idoso, que é mais jovem, ou, que ainda é criança. O próximo, que já não pisa mais neste planeta, ou que pisará em breve.
Preparar-se para a vida é importante. Eu, pretendo nadar. Humm? Nadar? É!...
          Estou ensaiando começar a viver, então creio que terei que juntar tudo o que sou, e dar um passo adiante. Tirar lá de dentro o momento do caminhar. Ahhh, não é difícil falar sobre isso, ficaria um bom par de horas divagando sobre o que é um ‘passo espiritual’, aquele que nossa alma amorosamente exige. Fazer isso já é mais..., complicado.
          Aquele Que Nos Ampara disse o seguinte: ser é a razão do viver. Não é pensar correto, agir de maneira corajosa, pedir humildemente..., o certo é Ser correto, Ser corajoso, agradecer o que vc acha acha que ainda não recebeu.
          Não quis deixar passar o dia de hoje sem escrever algo.
          Lá fora tá tão gostoso...! Vou dar mais uma olhadinha no céu, respirar esse ar fresquinho.
          Boa noite. Bom dia.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O “Nada” Nosso De Cada Dia

Sempre tive consciência dessa dimensão. Desde pequeno, me apercebia separado de um acontecimento que julgava pueril, desnecessário, estranho à minha sensibilidade (que considero ‘normal’). Situações familiares estão inseridas neste contexto, e não há nada que se possa fazer na dimensão ‘real’, as pessoas, e eu, somos o que somos.

Não sou importante para minha família, e ela, de um momento para o outro, deixa de ser também. Essa é a real. Seria egoísta, sonso e ingênuo também, se não percebesse o outro lado. Cada um tem suas necessidades, neuroses, enfim: um histórico psiquiátrico. Hummm..., ficou forte essa palavra: até parece que acredito que haja desvios entre componentes de uma família, essa "entidade abençoada"... Usarei outra: histórico psicológico.

De psiquiatria eu entendo: já fui considerado um patso que necessitou de seu amparo. Como todo amparo vindo de humanos, esse também é falho; ou melhor: cumpre o que não promete – se ao contrário, cumprir o que prometer..., sai de baixo.

Não só o caminho do inferno está atapetado de boas intenções, o da indiferença também. Pais ensinam diligentemente seus filhos e filhas a serem indiferentes, nem começarei a enumerar as razões disso, acharemos inúmeras. Cheguei nos meus 25/40 anos sem ter uma consciência real de que pobre era gente, imaginem o resto de minha visão de mundo... Minha tendência era achar que essa idiota e energúmena situação eram derivadas de uma consciência social torta, muito característica da classe média, que consegue ser idiota elevada a n em suas posturas. Considero hoje que a estupidez é geral (claro, assim como o bom senso...), independente do sexo, raça ou posição social. É neste contexto que fui criado, e que estou. O que sou gera conflitos. Ao tentar me afastar, isentar-me de minha mágoa, me vejo direcionado pela inteligência e sensibilidade: salvando-me de amargos ressentimentos.  
Minhas reações contra esses estados das coisas são ‘neuróticas’, pelo menos é assim que vejo a maneira como me vêem. Considero ser, também, o que ('me') vêem. Goste ou não.
Entro, então, no meu ‘nada’ – modo de dizer: é outra parte do ser; ‘trocar de visão’ seria mais correto. Creio que todos têm essa capacidade..., normal.

O que faço com essas coisas que sinto, vejo, e experimento? Nada. Elas não estão aí para serem mudadas ao bel prazer: fazem parte da estrutura geral. Como a areia que inevitávelmente irá entrar em seu olho num dia de vento. Fico amuado então?, tristonho em meu canto?, entro na turma do Dexter? Não. Pretendo entrar em mim, conhecer a plenitude do meu Eu, ter essa experiência que sempre busquei através de introspecções, cogumelos, papos, abraços e conversas (chapado) dentro de madrugadas, ou caminhando numa estrada sobre as estrelas...

A raiva está aqui, do lado de cima do coração; sinto-a perto, mas não há lugar para ela.

Uma hora paro de deixar as coisas para amanhã.

sábado, 28 de novembro de 2009

Tabagismo

        Ia escrever não sei o quê... Do título me lembro: Não Somos Invertebrados Inertes.
        Depois pensei em colocar uma parte de um texto da Maitê Proença (que escrevia na última página da Época), sobre o que é conviver com um drogado.  Mas resolvi fazer minha jantinha, pois acabei de sair da Escola. E aqui estou agora escrevendo sobre cigarro: sobre minha férrea intenção de largá-lo!

        Férrea é a intenção -  o saber que ele não é legal pra saúde, que tá me ferrando. Mais maleável é minha atitude, frente a esse vício...

        Existem vários fatores que levam a afasta-me do tabaco:
        1) Meu ritmo na natação (de que dei um tempinho), é fraco.
        2) Fico mais ereto, esperto, ativo, quando não fumo. Ele me deixa um pouco letárgico, indiferente: se estou bundando, faço isso com menos justificativas que me tirem do lugar, tipo: tô ferrando com meu pulmão mesmo, ferrar com meu tempo não me custará mais...
        3) Tô meio de saco cheio com esse vício, como fiquei com outros, mais caros e deletérios.
        4) Gasto 3 paus por maço (1 cada 2 dias), em um ano já dá pra dar entrada num treco qualquer – mas não penso em economia, sou mal nisso.
        5) Tou me conscientizando que fumar não é legal...
O 1º trago de manhã não é ‘aquela’ maravilha... (embora aquele depois do almoço, ou acompanhado de um whisky, ou de uma gelada, ou após o sexo, possa ser bem vindo).
        6) Sinto que minha musculatura abdominal fica mais relaxada ao fumar.
        7) Se dou uma por dia, posso dar três (caso haja querer). Rêrêrê!!!!!

        Bem, o caso é que posso namorar quem fuma ou não; e isso é importante! Tem muita gata (mulher), que não fuma.
        Sei que não vou parar agora, já. Pretendo buscar um apoio em medicamentos, e talvez no posto de saúde participar de grupos (ou não). Acabei de pegar um livro sensacional, sério, sobre tabagismo; tou me preparando pro dia D! (parece coisa de AAA...)
        Por enquanto, vou dar uns pegas nessas pontas que tão aqui no cinzeiro; depois desço pra comprar um maço.
        Mas, semana que vem, começo a me mexer!
        Ninguém merece ficar refém de porra nenhuma. Menos ainda de um vício.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ilusão De Ótica

Ilusões estão aí pra isso: deixar-nos mais espertos. Quanto às coisas da vida, podemos e devemos, sempre, termos a amplitude de poder brincar com elas. Homens babam em bundas, mulheres em bíceps avantajados; enquanto isso outros brincam com esses dois objetos de desejo. É pra esse time que torço!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Sentir-se Certo

Não existe uma maneira ‘errada’ de pensar. Tampouco existe a ‘certa’.
Ao usar seu ‘pensamento’, você estará criando aquilo que você acha que está acontecendo. O que de fato está ocorrendo em sua vida, não está nem perto do que você pensa, mas daquilo que você sente. Usar o sentimento dá mais amplitude ao seu pensar, trás ele mais para perto da realidade. O problema que encontramos com a realidade é que ela é ampla demais, desenrola-se em infinitas possibilidades que aumentam quanto mais você pensa. Ou não, você pode chegar à conclusão de que sua realidade não tem saída, que terminará por lhe levar a um fim próximo. Pensar requer solução, direção, conclusão. Impossível inserir a vida neste contexto. E em qualquer outro.

Podemos colocar o sentimento em palavras, e sairá de dentro de nós idéias, textos, poemas, que impressionará a alma das pessoas. Podemos também colocá-la em nossos gestos. Ou, em nossas vidas. Nesta, tudo será abrangido.

Se, num momento de criação, deixarmos nossos sentimentos soltos, percebemos que eles abrangem o universo, o entendimento se expande, o pensamento se torna intuitivo. Fazemos parte de algo maior, é um sentimento palpável.

Percebemos que tudo está à nossa mão: sucesso, dinheiro, acesso ao que quisermos. Na verdade, sempre esteve á mão. Percebemos as pessoas como pessoas, tudo fica em seu devido lugar dentro da natureza, do universo. Não há discrepâncias, tudo é natural.

O entendimento de hoje será a compreensão de amanhã.

Sentir-se certo é saber que a realidade nossa de cada dia é perfeita aos nossos desígnios, à nossa possibilidade de crescimento. Despidos de maiores e complicadas defesas percebemos o quanto ela é importante, o quanto é perfeita. Queiramos ou não é nela que vivemos, é o resultado do que pensamos e desejamos, consciente ou inconscientemente.

Quanto mais formos as pessoas que têm consciência, de si e das coisas, maior será nossa possibilidade de vivermos de uma forma digna e verdadeira.

Se formos pensar corretamente, nosso copo nunca esteve vazio, nem meio cheio. Mesmos nos momentos de desilusão tivemos pessoas de nosso lado. Deus, ou Quem Quer Que Seja, deu-nos a possibilidade de vivenciar nossas experiências, por isso estamos aqui, juntos neste momento. Um momento sagrado, como todos os que vivemos. Ontem, agora, e sempre.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Hora do Lanche

                                                                 O BILHETE

Certo dia, um pai deu ao filho dinheiro para pagar as Contas de LUZ e de ÁGUA.
Era o último dia para pagamento, antes do corte. Também era o último dinheiro do mês.
O filho na rua viu uma propaganda de um jogo: 'COMPRE UM BILHETE E CONCORRA A 2 PICK UPs ZERINHAS!!!'.
O garoto pensou: - 'Eu poderia ganhar esses 2 carros! E deixar meu pai com um carro e dinheiro sobrando!
Então com o dinheiro das contas, comprou vários bilhetes.
Chegou em casa, desviou-se do pai, nem jantou, e foi logo deitar.
No outro dia, logo cedo, o pai preocupado com as contas, ao acordar, pergunta ao filho pelos comprovantes de pagamento.
Então o filho lhe respondeu que havia comprado os bilhetes e que daqui dois dias o pai iria ganhar duas camionetes.
O pai ficou uma fera! Ficou doidão, esbravejou porque aquele era o último dinheiro que tinha e teria para pagar as contas e como se não bastasse, a bronca, deu uma bela de uma surra em seu filho.
Passados dois dias, chegou o dia do sorteio e então....

S U R P R E S A!!!!!!

Ao acordar, a família teve uma surpresa, estavam estacionados em frente à casa: DUAS CAMIONETES NOVINHAS!!!!!!!!!!!

Todos ficaram emocionados e começaram a chorar!!!!!!


...Uma era da Sabesp e outra da Eletropaulo. Cortaram a luz e a água.
Pobre tem sorte, mas, não vamos exagerar...!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Filmes. By Sylvio Boscov

      Tenho dois para falar:
      1) Obrigado Por Fumar, e 2) Dexter.

      O primeiro, ÓTIMO! Muito bão. Simpático, inteligente.
      O cara que faz o personagem de gerente do mocinho, trabalhou na série OZ (era  chefe de uma facção no presídio, a dos italianos. Adorava comer os carinhas que chegavam, se eles fossem bonitinhos. O cara era um bicho!).
      O mocinho é legal, do bem (não, não é viado). É do bem mas não é uma anta, faz parte da nata de lobistas de empresas 'assassinas' como a do tabaco, armas, álcool. Ele representa a do tabaco.
      Um filme bem produzido, com bons atores. Embora seja seja lobista o rapaz joga limpo, joga de acordo com regras 'intendíveis' por seres humanos 'normais', não existe 'frieza' nelas: apenas discernimento e argumento.  E o carinha usa e abusa deles. A relação que tem com o filho (fera, muito legal), demonstra sua lisura no jogo profissional.
      Assistam.

      Dexter...
      Esse, é foda. Assunto mais pesado não existe: a gênese de um serial killer. Mas não de um qualquer, mas a do Dexter.
      Só assisti o primeiro disco, mas dá pra comentar.
      Em retrospectiva, vemos o pai falando com ele quando menino:
      - Faz tempo que faz isso (mata animais, como cachorros)?
      - Só os que incomodam.
      Mais tarde, já jovem, o pai conversa de novo com ele:
      - Continua fazendo isso? Pensei que estivesse sobre controle.
      - Não mato pessoas.
      - Mas vai matar. Antes que isto aconteça, temos que dirigir essa compulsão. Vc não se lembra de nada antes de sua adoção?
      O pai, que o ama e é policial, o ensina a esconder o que fará no futuro, e o ensina também a dirigir essas ações à pessoas que são realmente más.
      Claro que ser 'má', ou 'boa', é relativo. Mas tem gente em que é fácil perceber essa relatividade.
      Bem. É uma série interessante, mesmo que seja para assistir a uns capítulos (que é o que faço com algumas).

Por hoje é só, folks!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

É Hora Do Lanche, Que Hora Tão Feliz!















Em qualquer grupo, tem sempre um palhaço!
















sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Trabalho

       Cavar buraco para SABESP. Essa a idéia que vinha quando pensava em trabalho. Talvez por causa do meu pai, que tinha a certeza que eu faria isso. Hoje sei que não tem nada de mais, pois penso o mesmo de meu sobrinho.
       Brincadeirinha.
       Toquei no assunto com minha psicóloga, ela disse que minha paúra era por eu não ter maturidade. Que quando a tivesse perceberia que é por intermédio dele que nos posicionamos como Homens e Mulheres, no mundo. Falou mais: que nunca ele é realizado para nós, mas por nós a outras pessoas. Interessante.
       Na verdade, só me livrei da idéia de escravidão depois que desisti que tinha que trabalhar. Quando descobri isso percebi, ao mesmo tempo, que podia trabalhar. Daí pra trabalhar foi um pulo. Fui ser porteiro de supermercado. Olhem, não me entendam mal: já trampei pra caraio. Esporádica mas intensamente! E nem tão esporadicamente assim. Eu diria que..., intermitentemente.
       Minha mãe acha que sou assim, ‘vagau’, por querer demais. Ela afirma que, desde os tempos de ofice boy o que eu queria, e merecia, era ser gerente, diretor, dono de empresa – se não podia, pra que se humilhar, sofrer? Não é isso, apenas achava que trabalhar, era o fim: dos sonhos, da leveza, da alegria, do viver..., de tudo!
       Falei pra minha psicóloga o porquê da visão catastrófica que tinha do trabalho: o culpado era meu pai (sobrou pra ele). Sempre preocupado. Intensamente preocupado. A seriedade dele me assustava, era a antítese do que imaginava para minha vida. Nunca vi uma pessoa tão..., caxias. Nunca. Por outro lado, via homens alegres. E eu os admirava. Faziam parecer que tudo que faziam era prazeroso, inclusive o trabalho.        Descobri que não era um vagabundo porque, quando estava empregado (a partir dos 14), fazia minhas obrigações com vontade, mergulhava nelas, ficava feliz! Mas..., eram tão idiotas e estéreis que desistia de continuar tentando ser um rapaz de bem, trabaiadô. 
       Não agüentava trabalhar mais que meses.
       Essa consciência, a de sentir alegria (e orgulho) profissional, preservou minha autoestima. Tanto que voltei da Escola hoje com umas idéias de ‘atividades profissionais’, duas na verdade: 1) Oferecer serviço de massoterapia em empresas, e ao mesmo tempo atuar como. 2) Oferecer serviços como ‘marido de aluguel’, para senhoras que vivam sós, ajudando com pequenos reparos residenciais. Ou (3), fazendo uma representação de massa de mandioca, pra se fazer bolos (de-li-ci-o-sos). De repente faço tudo de uma vez!
       Independentemente disso (dessas idéias), se aparecer uma residência para pintar, tou dentro.
       Sabem, brinco um pouco; mas considero o trabalho como 'inevitável'. 
       O mínimo que se pode fazer é exercer um que traga prazer, para que a decicação a ele tenha frutos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Santidade

Só de pensar nisso fico arrepiado. Não deveria...
Mas a carga religiosa que essa palavra contém apavora qualquer santo!
Me vem a certeza: se penso nela dessa forma, não o sou.
O que é um santo, um santo homem?
É aquele que santifica, que nos santifica.
Fale de um santo e penso logo no Sto. Agostinho.
Sei lá..., pra Igreja ele foi. Pra mim, de pronto assim, acho que ele se aprofundou intelectualmente num tema (teológico), desenvolvendo-o com intensa profundidade. Se bobear, a igreja deve ter criado dogmas em cima do trabalho deste inteligentíssimo homem. Será que afirmar que ele foi o Nilton da teologia é sacrilégio? Igrejas me deixam com um pé atrás; dois na verdade.
Ser santo para mim é estar bem pertinho do próximo, até descobrir que ele é você.
Não sei sobre a vida de Sto. Agostinho para poder falar dele... Se ele é tão querido é porque deve ter sido especial.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sobre Reconhecimentos e Posicionamentos

      
       É dito por Quem de direito, que o ser humano é, em sua essência, alegre. Em suma, é um ser que tem a perfeição em si.
       É claro, ficamos na duvida, é um direito que Ele nos deu; direito que usamos nem sempre em assuntos reais, tipo: devo dirigir minha vida à conquista do quê?
       Duvidas não estão aí para pensarmos nelas, mas para partirmos imediatamente para a resposta que ela nos traz. Até aqui é fácil. Mas elas são constantes, como nossa respiração...
       Tiro, com a consciência que Deus me deu (ahh, falar Dele não mata ninguém, né) certos tipos de obstáculos meio óbvios que aparecem.
       Pra simplificar: tem gente ‘salvando’ oficialmente o mundo neste momento. Muita gente: médicos, mártires de regimes, sociólogos, professores, etc... Todos nós o estamos salvando. Todos os dias. Ou então, evitando que vá para o buraco no ano que vem. Claro, tem outra parte querendo que ele (e nós) se exploda.    
       Todos temos papéis a viver representativamente, mas não só dessa forma. Tem que haver uma verdade nas coisas. E tem. Embora não necessariamente aquela que pensamos que seja.
       Sinto que o que digo é meio óbvio. Pessoas que conheci de perto (jornalistas, fotógrafos, homens do comércio), já eram melhores que eu quando os conheci, hoje estão ‘lááá na frente’, respeitados, inteligentes, antenados, na mídia – fazem parte do que considero a nata.   Precisamos deles, mas não só deles.
       Neste momento percebo minha importância: imensa. Tanto quanto a do gari que recolhe meu lixo, quanto a do médico que me atende no posto. Cruzamos com pessoas por quem temos admiração, e de repente elas são mesmo especiais, vêem mais longe, e, como estão num plano em que cruzamos com elas, temos a tendência de supervalorizá-las em detrimento de nossas pessoas. Comigo isso aconteceu.
       Hoje penso diferente: fico feliz por elas, e por mim.
       Ficar feliz por si próprio é uma bênção. Ficamos felizes por quem se busca.
       Por isso, não perco a chance de gostar. De me posicionar dessa forma perante pessoas que admiro. Isso me eleva, me coloca em posição de dar, de partilhar essa descoberta. Como disse uma amiga, de uma forma meio labiríntica, é verdade, mas normal para quem está se conhecendo.
       Nada como ‘casca de banana’ pra gente prestar mais atenção por onde andamos. Nada como achar uma manga ‘daquelas’, pra valorizar a natureza. Nada como se descobrir nas pessoas.
       Sei lá, às vezes penso que caminho na minha frente...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Aprendendo Com Deus

“A verdadeira aprendizagem não é um processo pelo qual se aprende, mas que leva você a se lembrar.
Não há nada aqui que seja novo para você. Sua alma não se surpreende diante de coisa alguma. O verdadeiro ensinamento não é jamais um processo de introdução de conhecimentos, mas de extração de conhecimentos. O verdadeiro Mestre sabe que não tem mais conhecimento do que o aluno. Apenas mais memória.
Você disse que queria aplicar – no mundo real, na vida cotidiana, como verdade prática e funcional – tudo que houve de valor em nossos diálogos. Eu o estou ajudando a ter o que quer.
É isso que significa ter uma amizade com Deus.”

domingo, 1 de novembro de 2009

Amizade Em Uma Viagem De LSD 25


O que tem a ver a chamada com essa foto? Nada. É aqui que molho o saco, e douro minha cútis. 
O lugar é comum, mas a foto ficou bonita. 
Sou sensitivo, gosto de ver, de tocar, de sentir. Sempre me achei bom nessas coisas (fotos por ex). Estou percebendo que não estou mau nessa fita.


O que pode significar uma Amizade?
Ela pode significar uma ponte entre a sanidade e a loucura.

Numa tardezinha dos anos 70, lá na Costa Rica, eu e o Cesar tomamos um ácido (LSD - 25, dos bons, era uma época honesta em vários sentidos). Ele bateu lá pelas 6 da tarde, numa praça de San José, Costa Rica. Embora não demonstrasse, estava apreensivo; é uma droga muito forte. Muitos a usam como uma forma de ‘transcender’, eu também buscava algo parecido, mas nunca cheguei a saber exatamente porque usava.
Bem, ela começou a pegar... E eu, comecei a pensar , a raciocinar, a racionalizar. É uma das grandes cagadas que um carinha pode fazer: tentar entender o ‘intendível’. A gente até pode fazer isso, mas o resultado é roça. E pra lá fui me dirigindo como boi no matadouro, consciente e paulatinamente.
Não senti medo, nem pavor, a coisa era mais aterrorizante que isso, pois não era um ‘sentimento’, mas uma certeza. Era a minha realidade naqueles momentos, palpável, concreta, real; a racionalização de um evento que tomava meu corpo, minha mente, e minha alma: estava me cristalizando.
Meu amigo percebeu que eu não estava interagindo; que não estava livre, leve e solto – mas me tornando em algo como uma pedra cinza, um mineral com vida, mas com baixa vibração. Como ele estava comigo, tinha me convidado, tinha laços de amizade, e não queria ver um cara empedrar na frente dele, tratou de conversar comigo. Engraçado (este é o terror dos esquizofrênicos), conversei com ele, mas meu papo ia prum lado totalmente superficial; eu usava fórmulas pra interagir, minha voz devia soar meio vazia, atonal. E a coisa foi pegando..., o ácido batendo..., e eu lá: tentando achar uma saída.
Ele continuou puxando assunto, tipo de que músico gostava.
- Gosto do Martinho da Vila.
Onde fui encontrar esse nome???? Nem gosto do cara, nunca fui ligado! Porque citei o nome dele? Aí vi que tava ruim mesmo! Pensei em falar do Jorge Ben, e me saiu esse...
O papo foi aos trancos e barrancos, ele tentando me trazer da viagem em que me meti, em que meti minha alma. Um abismo cresceu, nasceu ali, naquela praça, entre eu e ele. Notei que jamais poderia falar com ele, transmitir o que sentia. Estava constrangido por oferecer um espetáculo desses para meu amigo.
Torcida, manietada, sofrendo, ela (minha alma), foi sendo forçada a pensar, racionalizar; e isso nem de longe é atributo dela.
Fui sendo levado, pela procura insana de respostas, ao inevitável final.
Ela, minha mente, começou então a delinear uma resposta: comecei a visualizar, dentro de mim, na altura do plexo solar, da minha fronte talvez, um diamante. Essa pedra, ofuscante em um fundo preto, tomou meu corpo e minha mente. Quase me transformei nela, uma parte de mim continuou, uma outra parte, a mental suponho, cristalizou-se. O diamante, visível, pairando na minha frente, dentro de mim, iridescente, era perfeitamente visível. Realmente fiquei com medo, não havia mais saída.
Externamente minha aparência devia ser a de quem olhou para a Medusa.
Até que meu amigo começou a cantar uma música, que mostrava para o Universo como ele se sentia naquele momento, e que também mostrava, a mim, como ele se sentia. Eu não era o único a querer saber das coisas; mas, a procura dele foi mais..., correta. Ele usou todo seu Ser, não só uma parte dele, para me trazer à sanidade.
A música era do Erasmo Carlos: Sentado a Beira de Um Caminho.
Entendi, naquele momento que ele estendia sua alma para mim, seu querer, sua preocupação, sua mão. Fiquei realmente enternecido; chapado, mas enternecido. Esse sentimento cálido me deu um alívio, foi uma brisa para minha mente cansada.

 Depois dessa viagem, ele seguiu o caminho dele. E eu o meu. Minha impressão é a de que ele sempre andou mais rápido.
Fico feliz por perceber que, de lá pra cá, tenho caminhado também.

 “Sentado a beira de um caminho que não tem mais fim...
Preciso acabar, logo com isso.
Preciso pensar, qu’ieu existo, qu’ieu existo, qu’ieu existo...”

Frase

Quem anda a favor da correnteza, é peixe morto.

sábado, 31 de outubro de 2009

Procurando Uma Entrada

Aqui, neste momento, estou na seguinte situação: pensando na notícia, ‘veiculada’ pela Wall, sobre a (auto?)censura de notícias dos rapaces atos do Sarna, em jornal como o Estadão; ao mesmo tempo estou ouvindo uma reportagem sobre Tony Bennet; e pensando também na minha vida, em como está, e o que será feito dela nos tempos vindouros.


Escritor, não serei. Não mais do que sou no momento.


Na verdade, não sei o que serei. Talvez, essa eterna indefinição me seja benéfica. A dedicação, e o barato de ‘ser’ algo, deverão vir no decorrer do tempo, enquanto vou tentando isso ou aquilo.
Graças a Deus tenho minhas aspirações. Tenho a impressão de que as mais, digamos... ‘espirituais, serão as que me levarão de maneira mais suave, alegre, confortável, e satisfatória, a uma situação legal na maioria dos sentidos. Não vejo outra entrada.


Ultrapassarei a barreira dos 50 no ano que vem. Muito interessantes esses 10 últimos anos que passei no planeta. Mas não devo ser o único a ter essa opinião sobre a riqueza da vida. Sinto que algumas coisas terão que ser feitas para que a minha continue a ter sentido Não dou mais crédito na trilogia ‘mulher’, ‘dinheiro’, ‘estatus social’, o que, sinceramente, simplifica muito as coisas.
O que era meio inconsciente não é mais. Não sei se pensar dessa forma é mérito meu, acho que é mais sobre ter a opinião de que é burrice lutar por isso. Por outro lado, poderia ter tido tudo isso, caso fosse um Sidartha da vida. Hoje valorizo a: ‘companhia’, ‘subsistência satisfatória’, ‘atividade social’.


Ter tudo, na verdade, já temos. Pense um pouco: vc não tem, neste momento, o que pediu? O que queria? Pense bem, no que desejava há cinco anos, há dois anos! Então, se me permitem afirmar, vocês estão exatamente aonde queriam.


E os que partiram, será que estavam pensando nisso, em 'ser alguém'? então porque se foram? Será que alguma coisa foi interrompida? Sinceramente, não tenho idéia. Minha alma acha que não. De qualquer forma os que se foram (querendo ou não), não estão esquentando a cabeça com isso.


Pra informação de vocês: quando um espírito encarna para dar uma notícia, bater um papo num centro, por exemplo, tá tudo jóia. Mas, na hora em que ele bota o pé aqui, ele sente uma onda de sentimentos - que não existem de onde ele vem - tristeza, raiva, ansiedade...,  volta tudo! Não que ele abrigue esses sentimentos, mas ele sente estando aqui! Tenho essa certeza: de que quem se foi, está bem. Perfeitamente bem.


Tem algumas coisas que não são tão legais, tipo: estou meio à pé. Mas poderia ser pior: poderia estar morando no Guarapiranga, e trabalhando na Hadock Lobo... Que era onde morava, e onde trabalhava.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Carinho, Afeição, Amizade e Consideração.

São os sentimentos que encontro, com mais frequência, nas pessoas que blogam. Sentimentos básicos para se aproveitar-se bem o ambiente.
Têm outros, mas entram no âmbito das qualidades: inteligência, fluência, respeito, conhecimento.
Valorizo muito os primeiros: carinho, afeição, etc... Para se usufruir deles tem que haver certa abertura de espírito. Em maior ou menor grau todos a temos, senão regrediríamos, e isso é impossível, em todos os sentidos. Mesmo com Alzheimer, mesmo perdidos os sentidos, a vida continua sendo uma caminhada.
Usando, minhas prerrogativas naturais, bolei um selinho bem jóia. Esse aí do lado.
Através de um post no blog da Wall, entrei para esta comunidade: a dos escritores que blogam. Apresentei-me, e dei meu pitaco. Ela respondeu, e eu gostei da resposta. Já tinham me dito que me expressava bem ( já tinha reparado).
Juntando a fome (que já sentia), com a vontade de comer (que era razoável), inventei um bloguitcho. Dei um nome que envolve uma improvável ternura da mente, influenciada por uma real ternura de alma. A mente é a mente, não há ternura nela, é a morada da Razão. Tanto que ela não consegue avaliar o Eterno, mas, apenas, montar um esquema que o explique. Mas ela faz parte de nossa Trindade. Sem ela não seríamos uno. Não de maneira completa. Pois bem, dado o nome, parti pro assunto: não tinha nenhum. Inventei uma ‘inaugurada’ básica e parti pra briga.
Cheguei até aqui.
Pela honestidade com que me coloco, e pelo envolvimento e animação com que me entreguei à essa atividade, considero-me apto a inventar um selo. Pra quem?
Para a primeira blogueira que avistei nestas paragens: a Wall.
Ela tem o costume de nos chamar de ‘gente fina’, que é o que somos sem dúvida. É um termo que o pessoal de 40, 50 anos conhece bem. Foi inventado na minha geração. Este é o nome do selówisk: Gente Fina.
E a imagem? Sou um cara antenado, que adora um desenho. Admiro quem os inventa. Tinha em mente um carinha que personifica a idéia do michelo, do amigo que tá ali, sempre, dando a maior força. Fiz então o que qualquer homem inteligente faria: pedi ajuda a uma mulher (puxo o saco demais desse povo, rs), pra dar vida à homenagem: falei com minha filha.
Perguntei a ela como era o nome daquele personagem d’Os Monstros. Ela me disse:
- Mike.
- É esse que eu gostaria de colocar na minha homenagem!
Ela fez o resto: achou a imagem que eu queria, escreveu as palavras que eu tinha em mente (recebi num email), e pronto!
Então é isso. Estou oferecendo este selo..., à Wall. É dela.
Caso ela queira brindar outras pessoas com ele, terá, claro, toda liberdade. Amiga, é pra essas coisas: dar selo e consideração, a quem queira e valorize.
Passo a bola pra Wall; e pra vocês, meus queridos e minhas queridas que talvez queiram comentar estas humildinhas palavrinhas. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Filhos Filhas

       Ter, é uma maravilha. Ser, também.
O problema do 'ser' filho, é a responsabilidade, que tá bem mais perto do nosso couro que, quando arde (no caso de uma cinta, ou um tapa), a gente sente. A maioria de nozes sabe do que estou falando. E tem outras sensações né, que um filho(a) sente durante o crescer: medos, ansiedade (constante, eterna), apreensões, vontade de fugir, vontade de voltar, raivas, incompreensões, desinteligências, pequenas humilhações, desenganos...
       Tem coisas boas, mas essas costumamos percebê-las (e vivê-las), com mais idade.
       Anteontem, minha mãe tinha médico. Combinamos que, as 16:00 hs, estaria a postos para levá-la. Por inúmeras (e reais) razões, era essa minha missão naquela hora, chovesse ou fizesse sol. Pois bem, não fui. ‘Misquici’! Ela ligou e raivosamente comunicou:
       - Estou aqui, na frente de casa, te esperando. Onde você está?
       Esfriei. Cacete! Como fui esquecer???
       Pronto... Aquela sensação tão conhecida, causada por uma entonação muitas vezes ouvida, oprimiu minha caixa torácica. Mas, graças a Deus, não da forma como era sentida antigamente: nublando meu dia e minha alma.
       Não por que não me permito senti-la, ou por que me recuso a sentir, mas, simplesmente por não compactuar com raivas alheias, independentemente das razões que a causaram, independente a quem dirigidas. Não me entrego mais a autocomiserações por saber, exatamente, o quão posso ser imperfeito em determinados momentos. Acredito que, se uma pessoa segue o Caminho da Perfeição, mencionado por      Cristo a quem O seguisse, dificilmente essa pessoa esqueceria alguma obrigação, pois seu ser estaria voltado ao Altíssimo. Não é bem o meu caso: até que tento trilhar o Bom Caminho, mas isso não evita deslizes que podem ser considerados, momentaneamente, sinal do fim dos tempos.
       Hoje, me sinto mais completo, mais forte, por ter mais consciência e usá-la com maior constância. Mas, e o povo mais novo, que tem uma razoável caminhada pela frente, e nem tem tempo de pensar muito nessas coisas, apenas vão sentindo, pensando, sentindo, meio que misturando razões e emoções. Como ficam?   Ficam. Como nós mais velhos ficávamos: engolindo constantemente nossos corações.
       Como filhos(as), temos nossas obrigações, e nossa individualidade (que deve ser respeitada primeiramente por nós). Caso encontremos um equilíbrio, que a consciência das coisas e das pessoas, nos dá, poderemos ser bons pais e/ou mães para nossos filhos e filhas.
       Como filhos que somos (ou que fomos um dia), isso não é impossível.



terça-feira, 27 de outubro de 2009

Visões Femininas Do Foco Masculino

Existe uma visão feminina do universo masculino e vice versa.
Na teoria tá tudo bem! Thanks!
Na prática..., cometemos erros de avaliações, e comportamentos.
Entregamos nossos coraçõezinhos para 'pessoas erradas'. Isto é, para imbecis de ambos os sexos. Que nem são imbecis na verdade, apena humanos como nós.
Bem, nem todos fazemos isso. Eu, num faço! Quando fiz, fiz bem feito: me ferrei dum jeito que nenhum de voces botaria defeito. Se até casa eu perdi prum agiota sacana, porque não perderia minha auto estima pruma mina que num tava nem aí pra nada, e muito menos pra homem gamado?
A Eminha tava bem chateada com o comportamento de um carinha que saiu com ela e não deu mais as caras, nem pra dizer chau! E o que vcs esperam?
'Ficar", 'sair', 'beijar', 'conversar', 'transar'..., não é Relacionar-se. O xente! Fazer isso é outra coisa.
Tenho uma desctrição bem coerente, clara, e profundamente simples como o são as coisas verdadeiras:
"O objetivo de um relacionamento é decidir que parte de si mesmo vc gostaria de 'revelar', não que parte de outra pessoa pode possuir e dominar" (Deus)
Não se assustem, essa definição de verdadeiro relacionamento foi dada pelo nosso Amigo em pessoa. Estou treinando para ser Seu porta voz em algumas questões, é o mínimo que faço com relação à uma vida mais saudável.
Qual o caminho a seguir. No meu ver é o da verdade. Pura e simplesmente, em tudo. Conosco também, é claro, e primordial. Se formos verdadeiros, em tudo, nada nos escapará, inclusive a possibilidade de embarcar num relacionamento furado, insatisfatório, que causará reclamações. Não é porque se tem, em determinado momento uma pessoa que achamos legal em nossos  braços para dar uns malhos, ou nos fazer companhia, que devemos achar que 'merecemos' algo a mais. Na verdade teremos aquilo que desejamos, consciente ou inconscientemente. É a Lei: o Universo se move para nos satisfazer, para criar a Experiência que sua alma nescessita para saber Quem Exatamente Quem Você É.
Pense então no que vc pensa, no que vai pensar. Veja-se bem. Dessa forma você, nós, poderemos ver com quem estamos, como estamos, e o que realmente queremos.
Falei bem? É o mínimo que posso fazer em minha provecta idade. Além de paquerar, claro.

domingo, 25 de outubro de 2009

FORMAÇÃO ACADÊMICA

De muitas formas a minha foi formada, amorfa ela não é!
Ela começou com aquele livro de criança, fino, com gravuras de passarinhos suavemente gordinhos e azulados, tinha patinhos amarelinhos, vacas..., tudo acompanhado por um texto em poesia rimada, simples. Outro dia vi o livrinho, senti uma certa nostalgia.
Com oito, nove anos (68/69), comecei a devorar as Seleções Rider’s Digest, de 1935 a 1950, que tinha na casa de minha tia em Peruíbe. Decorei a maioria, sempre as achei meio besta, careta; mas tinha letras, frases, e algumas histórias e reportagens interessantes.
Depois, que me lembre, caiu na minha mão nessa época uma revistinha do Zéfiro, valha-me Deus, quase morri! Já tinha tido umas experiências sexuais: tentei durante mais de uma hora encostar meus pés na perna de uma prima com quem dormia junto nas férias (ela nem tchum). Quase meu pé se separa, de tanta força que fiz pra alcançar a zona do agrião. Bem, o livrinho do Zéfiro: minha Nossa Senhora! Quase morro! Era tão bem desenhado, com uma natural e feminina sem vergonhice - mulheres que pareciam com minhas professoras, vizinhas, etc (nem eram parecidas, mas com oito, nove anos a gente é ligado em todas) – os traços do desenho eram cheios, generosos, redondos. As posições não continham uma lascívia pecaminosa, mas, evocavam imagens, momentos, que de tão normais até já tínhamos pensado neles. Pois bem, o que eu fiz??? Abri a revista, dei uma olhada, meu coração deu uma falhada de alegria (nunca tinha visto uma mulher nua, só uma vez!!!), folheei antegozando os momentos que teríamos eu e as minas no futuro próximo, sózinhos, secretamente... E guardei a dita cuja. Com tanta ansiedade que a perdi. Procurei que nem um desesperado. Nunca mais!
Nesta época tomei contato com Jack London.
Depois disso, com 12, 13 anos, interno num colégio salesiano, quase virei santo. Não li muito nesta época, mas, fui campeão de ping pong (entre 100 alunos dos 400 do colégio), e escrevi muitas cartinhas pra minha mãe.

Com 14 tomei conhecimento do Rudyard Kipling. Depois veio Assim Falava Zaratustra, George Bernard Shaw (sensacional!!!), Adous Hunxley, Pasquim pra caramba (todos), ficção científica da coleção Argonautas (me deliciava com a qualidade literária, com a criatividade, e com o conhecimento técnico). Comecei, depois dos 25, a devorar revistas de quadrinhos para adultos: Heavy Metal, Chiclete com Banana (ahh, os Palhaços Mudos do Laerte!), The Freek Brothers, Moebius, Bilal, o Gato Fritz, Ken Parker, e outras publicações francesas e americanas. Daí, conheci a revista O Lobo Solitário e Filhote, de dois mestres japoneses Kazuo Koike e Goseki Kojima; O ápice da perfeição do desenho, e roteiro, em quadrinhos.
Passei a freqüentar a Amostra Internacional de Cinema, mas muito antes dessa época saía de Santo Amaro para assistir a festivais de cinema japonês lá perto da Prça. Clovis, no cine Jóia. Ía também, nos anos 70, no cine Bijou, na Roosevelt, ver Pasolini, Fellini, La Grand Buffe (A comilança), aqueles italianos e franceses (A Noite Americana) interessantes.
Quando começou a onda de pornôs, eu dei umas olhadas mas não me liguei muito.
Sei lá, sempre fui meio esquisito...
De 90 pra cá..., comecei a ficar mais ‘exotérico’. Mas essa etapa literária, e acadêmica claro (não é disso que estamos falando?), a gente conversa em outra hora. Falou?
Firmeza!

DEUS, EU, VOCÊS, AS COISAS, E TUDO O MAIS

O autor de Mochileiros das Estrelas (falecido ‘precocemente’) fez uma citação, de lavra própria, que diz o seguinte:
“O Homem se parece com uma poça de água que julga que o buraco em que ela está foi criado exclusivamente  pelo Universo para abrigá-la”. É alguma coisa assim.
De cara percebemos que a frase evidencia uma maneira egocêntrica, de se julgar.
Por outro lado, percebi uma coisa, agora: levando-se em consideração como nossa vida, esse presente, é sustentada pelo Infinito Amor que é a Essência de Deus, é bem possível que não seja arrogância nossa pensar que este planeta perdido na imensidão do Universo, tenha sido feito exclusivamente para nós.
A grande estupidez, da qual Deus tem consciência, é claro, é a de não darmos valor a isso, a esse milagre (eu, por exemplo, estou acabando de acender um cigarro. Isto é: ferrando, irresponsavelmente, o meu ‘universo’ físico).
Se o fumo eu não largo (ainda não o fiz), então, proporcionalmente, devo fazer inúmeras outras burradas, dentre as quais se inclui ferrar o planeta, meu próximo, meu patrão, os 'bicho'... (tudo isso de muitas formas: ignorando-os, por exemplo). Que chato, viu!
Então, o que fazer?
Bem, creio que: concientizar-se sem pressão, de que: se você cuida de si saberá cuidar com mais amor, do seu planeta. E veja, entre você e seu planeta existem milhares de coisas que pedem sua atenção (como foi mencionado).
Meu pai me ensinou a dirigir (aos oito anos), de uma simples maneira, dizendo o seguinte:
- Olhe, enquanto você estiver olhando a estrada tendo como guia a figura metálica que está em cima do capô, vc ficará de lá pra cá zanzando pela estrada, como agora. Olhe pra cima, lá pra frente!
Levantei então os olhos, lááá pra frente! Não é que o carro começou a andar em linha reta??? Que coisa!
Meu pai tirou de dentro de si naquele momento, naturalmente, o potencial de ensino que tinha, e que pouco usou de uma forma tão humana, amorosa, e coloquial. Que Deus, que sempre o teve, o mantenha; como sempre o manteve.
Então, nada mais lógico que levantar ‘minhas vistas’ para poder começar a caminhar, sem muitas sinuosidades, pela vida.
Creio que, dessa forma, até nossas indignações serão mais ponderadas, nossos caminhos percorridos mais rápida e seguramente, olharemos a paisagem, chegaremos ao nosso destino menos estressado.
Vocês sabem que até nisso podemos usar Deus? Para parar de fumar? Pois é. Imaginem então quanto ao resto. Usemo-Lo então. Passo a todos vocês, o pedido Dele. Assim, dessa forma: coloquial, singela, e amorosamente. Exatamente como Ele a nós se dirige.

INDIGNAÇÃO

Ahhhh, vou ficar indignado! Mas só por pouco tempo. Humm..., uns três minutos!
Não posso me podar aqui por causa de parentes, amigos, colegas, professores, exes... Pessoas de qualquer tipo, cor, e credo.
Não é um ‘dane-se’, um ‘engula’. Mas um carinhoso, amoroso, corajoso: olhe, veja, pense, coloque-se para funcionar, fale, divida, converse, religue-se, invente-se, recrie-se, ame-se, receba, complete-se, mostre-se, mostre-me, mostre-nos, preencha-se.
Precisamos disso, nós e Ele.
Tome consciência da Divina Trindade que você É: corpo, mente, e alma.
Bem, tentei ficar indignado, não deu.
Difícil ficar quando, em determinados momentos, estamos religados com Quem nos ama.

IN DIG N AÇÃO

Bonita palavra. Rica!
Separei-a para que dela possamos falar.
Vejo-a assim:
In (em, situação temporal), Dig (dignidade/dignamente), N (na), Ação (o ato de).
Vejamos como pode ser visto o sentido da palavra Indignação:
Numa determinada situação; em que se requer dignidade pessoal no agir.
Tem lógica?
Esta “determinada situação” pode se fazer realidade para uma nação, como aconteceu com a nossa, perante a Bolívia...

sábado, 24 de outubro de 2009

EU, E AS PROFISSÕES.

Quinze para as sete. Já peguei meus óculos de piscina, maiô, touca, sabonete..., colocarei tudo na valise daqui a pouco.
De uma maneira geral sempre fui considerado meio vagau pela minha família. Fui alguma coisa do tipo, embora nem eu pudesse com certeza dizer exatamente o que talvez eu tenha sido, ou ainda seja. Como eu existem muitas muitas pessoas. Talvez todas. Sinto que a maioria já se perguntou alguma vez que tava fazendo aqui..., porque fazia o que fazia em termos de trabalho, estudo, namoro, etc. No meu caso, sendo específico, sempre tive ojeriza a ‘trabalho’, emprego. Se ficasse mais que certo tempo, digamos 3 meses, paulatina e suavemente, surtava. Então, grudou-se em mim uma imagem de vagau que comecei, depois, a ‘cultivar’ entre aspas, com humor. Comecei na verdade a perceber que isso fazia parte de mim, que era um sentimento profundo de inadequação voltado a atividades que são consideradas (e são), importantes. Não só a elas, me corrijo, mas a modos de vida também.
Hoje, fazendo uma atividade física de que gosto, embora pensando em largar por ter que cumprir (respeitar) um horário, preencho o tempo com 'coisas', ajudo uma amiga que não pode dirigir, levo familiares pra lá e para cá, mexo na minha casa, estudo, fico na Net, penso..., essas coisas.
Estou pensando, também, em um novo ‘emprego’: motorista profissional, aquele tipo que leva e trás executivos de aeroportos. Como vêem, continuo tentando... Se continuar assim acabarei sendo artista de cinema como Ives Montand ou... (esqueci o nome...: um senhor de cabelos brancos curtinhos que já faleceu..., voz rouca... Tudo bem.), JOFRE SOARES!!!! (me lembrei, 2 dias depois!) Eles foram caminhoneiros. Acho que até o Alain Delon foi!
Sem dúvida. Estou no caminho certo. Pelo menos pra ser artista de cinema. Tá bom...

FACILIDADES DIFÍCEIS


        Delícia escrever. Mas, quanto mais se mergulha neste universo...
        É como entrar na caverna do Ali Babá: jóias pra todo lado!
       O deslumbre está lá dentro, ofuscante: informações, experiências pessoais (ou não), viagens na maionese (ou não), milhões de palavras e idéias!
       O perigo está lá fora: os 40 ladrões: leitores críticos, conhecedores (e desconhecedores), de suas peripécias; familiares estupefatos e constrangidos, colegas ávidos por tropeços e confidências.
      O sábio, sabiamente sabe que: estando a pessoa ilusoriamente separada do todo, fatalmente fará de alvo (e será alvo), de todo tipo de opiniões e reações. Para que o ‘risco’ não exista (ou seja minimizado), há de se encontrar um modo, um lugar, um espaço, uma ‘dimensão’, em que algumas coisas podem ser faladas sem que necessariamente alguém (ou quem escreve), seja atingido(a).
       Que lugar é esse?
       Não sei, mas tenho uma idéia: aqui não é!
       Normalmente vemos o bom senso presente nas páginas dos blogs, mas é ilusório. Aqui escrevemos, às vezes de peito aberto, verdades bem humoradas, alegres desânimos inesperados, polêmicas idéias concretas, conclusões sexualmente evidentes, e por aí vai. Quem tem um mínimo desse bom senso (‘verdadeiro’), não fica cutucando cacho de vespa com pauzinho (como eu , lesada mente, fiz um dia).
       Em um mês de blog e já estou entrando em minha primeira crise...: conto que brinquei de médico? Até dá, numa boa. Posso falar com quem? Até posso, mas não numa boa... Poderia até ser processado. Essa pessoa (querida, claro), levou anos remoendo o deslize cometido na infância. Infância essa da qual eu fazia parte também, embora fosse menos encucado com besteiras, e louco por aventuras. Como uma amiga disse, temos um ‘lado negro’, assim mesmo entre aspas (não é um lado mau). Outra situação: digamos que aconteça qualquer coisa comigo que envolva sexo, discussão familiar, perversões capilares... Como poderei me dirigir ao imenso público que me cultua? E as mulheres, o que falarão de mim??? Esconderei, pois, os reais acontecimentos vividos? Crio um alter ego? Digo que tenho prova de aritmética amanhã, e vazo?
        É isso, não quero terminar como o Hemingway: amargurado.
       Talvez, poderia colocar umas receitas aqui...
       Hummm...! Tenho umas bem legais! Vocês vão adorá-las! Tem pro ano todo!!!
       É isso! Paro de falar besteiras, crio um blog de culinária, boto uns anúncios de açúcar, e, principalmente, tiro o meu da reta!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dormindo Com Uma Amiga

       




          Menos mal (dormir com uma amiga), com tantas mulheres em cima do muro pela aí. Ou, tão bem colocadas que dispensam um olhar por cima dos ombros para o homem que acabou de passar por elas...
          Mas não quero, e não posso reclamar.
          Tenho o que escolhi, talvez não hoje, não conscientemente. Talvez não seja a relação ideal, esta que tenho hoje com ela, mas como é a opinião de Deus (e as opiniões Dele têm um sentido de Realidade Total): não existe a relação ‘melhor’ ou o ‘pior’, mas aquela que permite você ter a experiência de visualizar, e viver, a melhor parte de Quem Você Realmente É. Na verdade independe de uma companhia ter essa experiência, mas é impossível prescindir delas.
          Não concebo transar com uma mulher pela qual não tenha um sentimento de amizade.
          Nós homens, de uma maneira geral, ficamos naturalmente na expectativa quando ao rola um clima de amizade com uma mulher que aparece em nossas vidas. Achamos que, sempre, vai dar samba. Além do mais, nos acostumamos a achar que, em uma transa, podemos confirmar e abrir possibilidades reais de aprofundar uma relação que será benéfica a ambos, pois não terá aquele ar de namoro, de obrigação. Mas, tudo isso é uma viagem da qual eu fazia parte. Não é bem assim que as coisas acontecem: tudo tão simplesinho e totoso...
          Vendo com mais atenção percebo que as necessidades femininas encaminham, direcionam uma relação de amizade, para outros caminhos; e nessas veredas nem sempre o sexo faz parte, não assim, com a facilidade com que tomamos um bom vinho todos os dias na hora do almoço (uso esse adjetivo ‘bom’ por ser o sexo bom, também). Para elas (na minha visão, talvez míope), um intercurso tem que transitar por outros caminhos: mais ricos, ‘floridos’, naturalmente coloridos. As cores que nós homens damos aos momentos que antecedem uma transa são mais..., primárias.
Exemplo:
desde ontem estou com vontade de dar uminha. Minha amiga foi deitar as duas da matina..., cansei de esperar. Vi quando ela entrou no quarto (meu sono, até essa hora, foi leve), mas não dei bola. Acordei na manhã seguinte, fui ao treino de natação, voltei, fui ao super, acordei-a, fiz almoço. E ela, duas da tarde, terminando de costurar uma cortina. Terminei um texto pro blog, comecei este. Nesta altura do campeonato, 16:00 hs, ela me pede pra fazer uns furos na parede pra por varal. Dá licença...!, perdi a paciência (mas, numa boa)! Dei uma bronca:
          - Pô, já fiz de tudo hoje: compra, almoço, te acompanhei (fiz companhia para vc), conversei, e agora vc quer por esse bendito varal! Dá licença né? Não vou por! Vc só pensa em vc, nas suas necessidades?
          - Como assim, nas minhas necessidades?
          - Ahh, se vc não sabe nem vou explicar...! Não vou colocar, coloque vc.
          Aí, meio chateado, voltei pro pc. Ela veio, arrodeando, e disse:
          - Olha, só queria que vc fizesse os furos e, ‘enquanto isso eu iria tomar um banho’...
          Hummm..., pensei. E disse:
         - Ahh..., tá bom. Ainda bem que vc deu um toque. Não é só vc que gosta de ouvir palavras de carinho, de atenção. Nós também gostamos. Parece que só nós é que temos que ficar no pé...!
          E lá fui eu fazer 4 furos na parede com a furadeira. Fiz com profissionalismo: bem feitos! Dois deles foram numa coluna, acho que eu tava realmente cheio de energia pra dar...
          Mas enquanto furava a parede e colocava o varal não fiquei pensando em cama, que é exatamente o que a mulher espera de uma relação, ou, dos momentos que antecedem uma transa: que o cara não fique focado no sexo, pura e simplesmente babando pelo momento crucial.
          Tirei de letra: fui gentil com ela.
          Antigamente ficava que nem touro perto de vaca no cio: com o focinho enterrado na bunda dela, tipo assim: ela mijando copiosamente e ele lá firme e forte, enxaguando a cara! Claro que não sou um touro, o que eu fazia antigamente era ficar cercando, pegando, alisando, abraçando. Ela ficava puta com esse grude!
          Então, acho que melhorei.
          Talvez, daqui a pouco vá ficar com ela. Estou me sentindo tão bem que nem em sexo estou pensando. Só meu corpo tá. Acho que vou ar essa boiada pra ele...
          Mas viu, sofri muito pra entender certas coisas. Por isso, os parabéns que ela tá me dando agora, tem seu valor. Sei que, no fundo, não foi só o trabalho bem feito que contou.
          Por outro lado, fico feliz por não ter parafusado um dedo na parede...